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Ela

Olhou-a de longe, como se a muito não a visse. O sol batia nos cabelos, cada cacho brilhava ao leve balançar de cabeça. O sorriso descontraído, típico da adolescência. Como era possível que ela conservasse este frescor juvenil, mesmo depois de todos estes anos?
Fazia tempo que não a olhava deste jeito. Os anos haviam se passado. As curvas daquele corpo amadureceram. Mas o brilho faceiro daqueles olhos negros continuavam fascinantes.
Vinha deslizando pela rua, naquela tarde tranquila de sábado. Os quadris ora para um lado, ora para o outro. A barra do vestido acariciava os joelhos. Através do decote, um bom observador poderia ver uma gota fasceira de suor percorrer os seios.
O ar se perfumou. A rua ganhou novas tonalidades. Tudo parou. Só havia ela. Apenas ela importava. Mesmo depois de todos estes anos...
Ele sorriu em silêncio e mergulhou na tranquilidade daqueles que contemplam o infinito em um instante.

Comentários

  1. Oi Thaty, sou eu sua amiga Karen,li e adorei...muito lindo...estarei sempre comentando...Te amo Amiga!!!

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  2. Thati... que coisa boa encontrar vc aqui e seus textos-poemas tão carregados de imagens e significantes, feito uma pintura onírica com tamanha meiguisse e também tão libidinosa, que nos inquieta! Eu sinceramente, gostei muito! E queria aproveitar para divulgar meu blog tb, com alguns escritos... aí vai o link: http://www.metafisicadospoemas.blogspot.com/
    Bjos, querida e até mais!

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